segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Saiu o Boletim Nossa Classe USP #5


 Leia e difunda!


Chegando aos 100 dias de greve: não tem arrego!


Essa é uma semana decisiva para o futuro de nossa greve e da universidade. É a hora de todos estarem, mais do que nunca, fortalecendo a mobilização. No dia 2 a reitoria quer aprovar no C.O. o PDV e a política de reajuste salarial. O PDV é uma política de corte de cerca de 2800 postos de trabalho (“numa primera fase”), o que, junto ao congelamento das contratações agora previsto pra durar até 2018, vai aumentar muito a sobrecarga e os acidentes de trabalho e o adoecimento de trabalhadores, e destruir a qualidade do funcionamento da universidade e do atendimento à comunidade e à população – e isso independentemente do quanto a reitoria gaste com gratificações para convencer uma parte dos trabalhadores a aderir. É uma tarefa fundamental construir um grande ato e barrar o PDV, e arrancar o reajuste salarial desta casta burocrática que forma o C.O.

No dia 3 se completam 100 dias do início de nossa greve, e haverá negociação entre o Fórum das Seis e o CRUESP sobre a pauta unificada, que inclui o resjuste e uma série de outros pontos, inclusive o HU. Mais uma vez, será decisiva a nossa mobilização, construindo um grande “Ato dos 100 dias” para arrancar nossas demandas.

Essas tarefas se ligam à necessidade de seguir a luta para que o HRAC volte para a USP e contra a desvinculação do HU – que foi adiada em 30 dias, mas segue nos planos de Zago e da burocracia -, buscando ampliar ainda mais o arco de alianças na universidade e fora dela, mostrando para a população que essa luta é sua e somos nós seus aliados.

Como viemos demonstrando desde o início nossa greve ecoa bandeiras que são do conjunto da população, como a educação e a saúde pública. Por isso, diante da suposta crise financeira da USP continuamos exigindo a abertura dos livros de contas da universidade bem como mais verbas pra USP e pro conjunto da educação.

O ataque da reitoria à nossa greve, recorrendo à justiça, por enquanto está saindo pela culatra. A ata do TRT, apontando que os cortes de ponto são ilegais e que a reitoria deveria negociar dão ainda maior respaldo para nossa luta dentro e fora da USP. Mas isso é fruto da legitimidade e da força da nossa mobilização, e é somente ela que poderá garantir nossas conquistas.

Por isso mesmo, o que fará a diferença é a participação ativa de cada trabalhadora e trabalhador nessa semana decisiva para garantir nossas conquistas e barrar os planos de Zago e Alckmin de destruição da universidade.

Cerca de 150 trabalhadores na apresentação do Movimento Nossa Classe!


No sábado passado o Movimento Nossa Classe reuniu cerca de 150 trabalhadores da USP e da UNICAMP, e de outras categorias de São Paulo, como professores, metroviários, carteiros e trabalhadores da indústria, para uma apresentação do Movimento Nossa Classe, que nasceu das lições da greve dos garis do RJ. No debate, verificamos como aquelas lições, como a confiança nas próprias forças, a independência de classe, a democracia direta com o controle da base na luta e a solidariedade de classe vêm mostrando sua importância na greve das estaduais paulistas. Em breve faremos novas atividades como essa, e novas sessões do curso de formação política para trabalhadores que viemos realizando no último mês, e desde já organizaremos atividades para levar a discussão que fizemos aos diferentes locais de trabalho.

É preciso derrubar a estrutura de poder da USP!


por Bruno Rocha (Gilga), representante dos trabalhadores no Conselho Universitário
Está ganhando cada vez mais peso a luta pelo “Fora Zago!”, conforme vai ficando cada vez mais claro que ele é um inimigo da universidade! Mas o que queremos em seu lugar? O vice, que está ao seu lado? Algum outro reitorável, ou membro da burocracia universitária que o apoia? Um dos tantos diretores que não se pronunciaram até agora contra tudo o que está acontecendo? Não! Também fica cada vez mais claro que não se trata de um problema de “competência” para administrar, nem de vontade individual, mas de um plano do governo apoiado por toda a burocracia. Toda a estrutura de poder da USP, da reitoria e do Conselho Universitário, até a hierarquia nos locais de trabalho, foi criada pela ditadura militar, permanece intocada, e serve para manter esta ordem.
Na semana passada, com a votação da desvinculação do HRAC, ficou claro, mais uma vez, que o conselho universitário é completamente controlado e submisso ao reitor, e formado por uma casta que defende seus próprios interesses, não os da universidade. Segundo denúncia da ADUSP, um terço dos professores do C.O. é proprietário ou dirigente de fundações privadas ou empresas terceirizadas que lucram na USP! Ao mesmo tempo, o próprio “reitorado” é um cargo que concentra quase todo o poder na universidade e não deveria existir.

É preciso dissolver o C.O. e toda essa estrutura de poder, pra que estudantes, trabalhadores e professores tomem nas mãos os rumos da universidade. Por isso a única resposta para a democratização real da estrutura de poder é construir, através da própria mobilização, uma Assembleia Estatuinte Livre e Soberana, ou seja, um espaço onde estudantes, trabalhadores e professores possam debater e decidir. A greve dá sinais da força da nossa organização e de como podemos controlar a universidade. A Estatuinte é a forma de impor, através da mobilização, essa mesma democracia que exercemos na greve, com estudantes, trabalhadores e professores discutindo, votando e decidindo, com total liberdade e poder de deliberação, sobre os objetivos da universidade, seu papel, o acesso a ela, e todos os demais temas fundamentais de seu funcionamento. 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Metroviários pela Base elege 4 delegados para o Congresso da Fenametro!



Tráfego linha 1 azul: Fabio Gregorio Galindo 1°- 161 votos ( o mais votado em todo o trafego das linhas 1 e 3)

Estação linha 1 azul: Felipe Guarnieri 2°- 166 votos ( terceiro mais votado nas estações das linhas 1 e 3)

Tráfego linha 3 vermelha: Marilia Rocha 3°- 116 votos

Estação linha 3 vermelha: Fernanda P. Luci 7°- 128 votos

Por um plano de luta nacional pela readmissão dos metroviários e uma campanha nacional pela estatização dos transportes sob controle dos trabalhadores e usuários!

Confira o resultado das linhas 1 e 3 trafego e estação






quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Minissérie "Marx voltou"

Veja na íntegra a minissérie "Marx voltou" abaixo. 
Está legendado em português, basta selecionar legenda



Cap. 1 - "Burgueses e proletários"

Cap. 2 - "O mercado e as crises"

Cap. 3 - "O Estado e a revolução"

Cap. 4 - "A luta pelo poder dos trabalhadores"

Saiu o Boletim Classista Alimentação #8






Juntos ‘são um só’!
As eleições estão chegando, lá vem aquele velho circo de mentiras e bolsos cheio$. Quem será o novo administrador geral da exploração no país? Não dá pra ter certeza, então, pra garantir que seu interesse seja atendido, a JBS logo patrocinou TODOS: PT, PSDB e PSB. Pingou 5 milhões pra Dilma, 5 milhões pro Aécio e 1 milhão para Campos/Marina. O financiamento da JBS nesse comecinho de campanha equivale a 35% de toda a grana que já rolou. Pois é, os irmãos Batista são parte daqueles que mandam no país... Outra forma para comprovar: basta olhar os acionistas da JBS e ver como BNDES e Caixa Econômica Federal juntos tem 34% das ações, enquanto a própria família Batista tem 41%. Ou seja, o dinheiro público financia 1/3 da empresa, a empresa financia os candidatos, que se eleitos vão favorecê-la e o ciclo segue.

Tem porco engordando
Recentemente Wesley Batista anunciou os resultados do 2º trimestre de 2014 (abril, maio e junho), com tom muito otimista contou como a empresa cresceu 7 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que só a exportação cresceu 45%. Ele mesmo explica que parte importante desse crescimento é pelas aquisições que tem feito, que depois da Seara já foram outras 6, com destaque para Tyson Foods (México), Céu Azul e Massa Leve. Como já denunciamos nesse Boletim, essas aquisições sempre implicam em fechamentos de plantas e milhares de demissões, o que Wesley Batista trata apenas em termos de “equilíbrio da oferta e capacidade instalada”. Enfim, o cenário para eles é bem positivo e otimista.

Muquirana morre seco
Tanto dinheiro para político corrupto ganhar mais dinheiro roubando agente. Tanto crescimento financeiro e aquisições que só geram mais riqueza pra eles e demissões e baixos salários para nós. A pergunta que não cala: se a empresa cresce tanto e gasta tanto com político corrupto, por que paga tão baixos salários?! PLR então é uma miséria e choram pra pagar, qualquer coisa já desconta, perde direito etc. Isso pra não falar de tanta coisa pequena que fazem questão de cortar, muquiranas!

O sindicato tem que fazer sua obrigação!
Nosso boletim segue dizendo aos trabalhadores, o sindicato tem obrigações a cumprir! Deve aparecer na fábrica, organizar reuniões, assembleias e começar a preparar a campanha salarial. Tivemos exemplos de lutas em diversas categorias esse ano, assim como a histórica luta na USP (ver jornal Nossa Classe), mas também tivemos lutas em várias unidades da JBS, reivindicando aumentos salariais, PLR, vale alimentação e melhores condições de trabalho. Recentemente, até mesmo nos EUA houve uma forte greve que paralisou quase totalmente a JBS por lá, combatendo o intuito da empresa em poder fazer alterações livremente nos planos de saúde.

A data-base tá chegando, qual vai ser?
Nas indústrias de alimentos de São Paulo o sindicato (da Força Sindical) colocou como objetivo aumentos salariais de 8%, o que significa aumento real (acima da inflação) de só 2%. A inflação está corroendo nossos salários, basta ir ao mercado para sentir. Aumentos tão rebaixados assim somem em poucos meses. Precisamos nos organizar para defender nossa condição de vida e buscar melhorá-la, afinal, a empresa não vai bem, crescendo e comprando outras? O que vão alegar agora para conceder apenas aumentos de miséria? Nos próximos boletins seguiremos essa discussão, até o mês de novembro, quando o sindicato e a empresa devem apresentar uma proposta de aumento.
 
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