sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Correios: privatização disfarçada, corrupção e ataques aos trabalhadores


Por N. atendente dos Correios.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) é uma das maiores empresas estatais do país, e a maior empregadora pelo regime CLT, com 125.420 empregados. Está presente em todo o território nacional e faz parte do cotidiano das pessoas, seja através do envio de correspondências e transporte de mercadorias, ou pelos diversos outros serviços prestados, que atualmente incluem serviços bancários, emissão de CPF, etc.
Uma busca rápida na internet, porém, mostra que a maior parte das vezes que o nome da empresa aparece na mídia, trata-se de notícias sobre as frequentes greves, os escândalos políticos (como em 2005, no esquema que acabou revelando o chamado “Mensalão” ou agora, nesta lamacenta disputa presidencial entre PSDB e PT) ou reclamações por parte da população devido à precariedade dos serviços prestados.
As matérias e relatórios econômicos mostram uma empresa com queda de lucro constante, e esse é o discurso da chefia em todas as últimas campanhas salariais. Isto supostamente justificaria a precarização cada vez maior das condições de trabalho e de salário, e o aumento excessivo de cobranças e metas na área comercial, que frequentemente chegam ao assédio moral para tentar extrair o máximo de lucro em cada atendimento.
De fato, internacionalmente, a internet e o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação tornou obsoleto o objetivo inicial dos Correios, que era garantir o direito a comunicação através das correspondências. Atualmente, o envio de cartas se resume ao envio de faturas e cobranças comerciais e marketing. O fluxo de cartas pessoais para comunicação ficou praticamente restrito aos presidiários e seus familiares, as demais pessoas que se utilizam desse meio, em geral respondem a multas de trânsito, ou formalizam convites de casamento.
Por outro lado, o envio de encomendas expressas, e principalmente o transporte de mercadorias por meio do e-commerce (compras pela internet) só tem aumentado, mas para estas modalidades os Correios não detém monopólio, e disputam com diversas transportadoras, se diferenciando apenas pela alta capilaridade – ou seja, atingem mais regiões pelo país –, mas ainda assim perdendo mercado cada vez mais.
“Marketing social” dos Correios a serviço dos ricos
Apesar disso, os Correios gastaram cerca de R$42 milhões para trocar sua logomarca. Investem anualmente cerca de R$36 milhões em eventos esportivos, e cerca de R$10 milhões em patrocínios culturais. No caso dos esportes e shows, o patrocínio também tem um caráter de “marketing social”, porém basta observar um pouco e ver que tais investimentos não são direcionados ao acesso popular aos esportes e a cultura por exemplo, mas sim em mega eventos elitizados como será nas Olimpíadas de 2016, na qual os Correios serão o operador de logística oficial.
Os Correios a serviço da corrupção dos políticos
O fisiologismo típico do regime político brasileiro também se expressa no uso político dos cargos, como nas demais estatais, servindo de troca de favores nas alianças políticas entre as frações burguesas. Nos últimos anos, cresce nos trabalhadores dos Correios um forte repúdio ao PT, não só pelas posturas anti-operárias e anti-sindicais frente as lutas dos trabalhadores, mas também, porque as relações deste partido com o alto-escalão da empresa e mesmo nas nomeações de cargos mais baixos é tão visível que causa nojo, sem contar as campanhas políticas explícitas para figuras petistas internamente, etc.
Para se ter uma ideia do tamanho da casta de burocratas que administram a estatal, o salário do Presidente dos Correios é de R$44 mil reais, e os demais cargos do alto escalão apresentam cifras parecidas. E não se pode esquecer o controle absurdo que a empresa tem dos principais sindicatos ecetistas, dirigidos a força e com base em fraudes e traições explícitas pelos sindicalistas do PT e do PCdoB principalmente, que freiam qualquer tentativa de resposta por parte dos trabalhadores dos correios.
A privatização “disfarçada” dos Correios pelo PT:  a serviço do lucro e contra os trabalhadores [parte 2]
Tudo isso é frequentemente canalizado pelo discurso neoliberal, que defende a completa privatização dos Correios, a exemplo do que tem acontecido com diversos Correios no mundo. Como se a privatização fosse tornar a empresa eficiente, eliminar os gastos inúteis e acabar com a troca de favores políticos e a corrupção. Basta olhar outros casos de privatização de estatais para ver que a única mudança é esmagar de vez o que ainda resta de condições de trabalho e estabilidade aos trabalhadores, acabar com o direito de organização e greve, e do pouco conteúdo “social” do serviço prestado.
A verdade é que muitas vezes o trabalhador dos correios, e mesmo a população que utiliza os serviços, nem percebe o que mudaria com uma completa privatização e até se inclina a concordar com essa visão. Isso porque nenhuma privatização foi anunciada, aos moldes dos governos do PSDB nos anos 90, com a venda da Vale do Rio Doce ou dos serviços de telefonia, por exemplo. Mas na prática foram aprovadas diversas medidas privatizantes de forma “discreta” e com pouco estardalhaço, portanto, grande parte desses ataques já foi implementado aos poucos, e naturalizados pela empresa, pelos sindicatos (da FENTECT e FINDECT), e finalmente pelos trabalhadores e pela população.
Os setores de limpeza e manutenção já foram terceirizados na década de 90, como na maioria das empresas, estatais e privadas, e mesmo em quase todos os órgãos públicos e autarquias. Porém, existia ainda algum “pudor” com relação a terceirização de atividades consideradas “atividades-fim” de uma empresa. Mesmo isso já tem sido superado nos Correios, devagar e sempre.
Por exemplo, desde 1989, os Correios utilizam as agências de Correios terceirizadas, um meio de criar agências privadas, sem privatizar a empresa. Essas agências são responsáveis por grande parte do lucro e muitos contratos comerciais são feitos diretamente com elas. Desde sua criação até hoje, esse processo só aumentou. Os funcionários das agências terceirizadas não recebem o mesmo salário e benefícios que os empregados dos Correios, não são representados pelos mesmos sindicatos, são empregos em geral temporários e muito rotativos.
Além disso, vemos o uso cada vez mais frequente dos chamados “MOTs” (Mão de Obra Terceirizada) que são contratos temporários, desprovidos dos poucos direitos que ainda restam aos demais ecetistas e que realizam a mesma função operacional dos carteiros e operadores de triagem.Inclusive pode-se dizer que são mais explorados, pois são designados justamente para áreas sobrecarregadas, e não são sequer treinados da mesma forma. Ou seja, além de tudo, é uma forma clara de dividir a categoria, e atacar direitos elementares.
Correios virando Banco e operadora de celular? O que os trabalhadores ganharão com isso?
Por outra via, desde 2002, os Correios atuam com o Banco Postal, uma forma de os bancos terceirizarem e privatizarem seus serviços (ao invés de contratar mais bancários) jogando-os nas costas dos atendentes da ECT, que acumulam serviços, metas, e sem ganhar o mesmo que um bancário, ou sequer trabalhar a mesma quantidade de horas.
A jornada na ECT varia de 40 a 44h semanais, sem contar horas extras, enquanto que nos bancos a jornada oficial é de 30h. Nada disso impede que sejam impostas metas de abertura de conta, empréstimos, e pedido de cartão de crédito, etc. O primeiro parceiro da ECT nesse processo foi o Bradesco, mas desde 2012 a parceria bancária é com o Banco do Brasil que por sinal tem apresentado lucros recordes ano após ano com os governos do PT.
Através de Medida Provisória de 2011, em pleno governo petista, os Correios foram autorizados a adquirir participação societária em empresas, constituir subsidiárias e atuar no exterior, ou seja, a estatal passa a funcionar sob a lógica dos ganhos privados. Isso permitiu, por exemplo, que a ECT concorresse na compra dos Correios portugueses quando o país europeu decidiu privatizar seus serviços como forma de ajuste perante a crise econômica. E permitiu que, agora, a ECT anuncie a ampliação do Banco Postal, não mais como mero correspondente bancário, mas sim, como instituição financeira, podendo criar linhas próprias de cartões, crédito, empréstimos, aplicações e seguros, sem deixar de lado a parceria com o Banco do Brasil, mas com a gestão compartilhada das empresas através de holding.
Ou seja, Os Correios viram um banco sem que sejam contratos mais trabalhadores, gerando mais acúmulo de função e precarização dos serviços, tudo isto para ampliar seus lucros sem qualquer preocupação em atender as necessidades da população.
A previsão é entrar ainda com subsidiárias em outros ramos de comunicação, como telefonia móvel. A ECT passaria a operar redes ociosas de outras operadoras, vendendo ao público linhas e créditos de uma operadora virtual própria, a preços mais baixos.
Para controlar estes e outros negócios, já foi criada uma nova empresa, a CorreiosPar, com capital da ECT. Medidas parecidas já foram tomadas também em relação aos próprios benefícios dos trabalhadores, como o fundo de previdência complementar (Postalis e PostalPrev, ambos também envolvidos em operações econômicas duvidosas e cobrando o custo do mal uso do dinheiro descontado dos trabalhadores... dos próprios trabalhadores) e recentemente com o plano de saúde (antes Correios Saúde, e agora Postal saúde, uma empresa privada pra “operar” os convênios com médicos e hospitais).
Qual política é necessária diante de tantos ataques?
O PCO – Partido da Causa Operária (que dirige um dos principais sindicatos de ecetistas, o de Minas Gerais e está junto com outros grupos na direção da maior Federação, a Fentect)  chega a soltar notas críticas a terceirização (que é um dos braços principais da privatização dos Correios), e mesmo defendendo a incorporação dos terceirizados, mas o movimento sindical dos Correios, mesmo os sindicatos ditos de “esquerda”, até hoje nunca travaram uma luta séria contra esse enorme ataque que naturaliza a terceirização e anuncia o nível de precariedade que a empresa pretende claramente impor a todos os próximos contratados.
O máximo que a Fentect tem feito contra isso tem sido uma enorme luta judicial que, quando é “vitoriosa” consegue o mérito de demitir os trabalhadores temporários! Isso tudo apenas para que a empresa consiga contratar novos trabalhadores cada vez que recorre na justiça e por sua vez vence pelo direito de contratar, alegando ser um trabalho “emergencial” e necessário para cumprir seu “papel social” de empresa pública detentora do monopólio.
Para impedir a completa privatização desta importante empresa, e garantir que sua função seja realizada de forma eficiente para toda a população, e ao mesmo tempo, garantir condições de trabalho e de salário justos para seus empregados, é necessário rever todas essas medidas privatistas e ataques implementados, e isso só pode ser feito pelos trabalhadores.
A ECT tem que ser controlada pelos seus trabalhadores, junto com a população. Os cargos administrativos tem que ser eleitos e revogáveis, e os salários não podem ser superiores aos dos demais trabalhadores, que devem receber no mínimo o salário estipulado pelo DIEESE. As agências franqueadas, e também as lotéricas e demais correspondentes bancários, devem ser estatizadas, e os trabalhadores terceirizados devem ser imediatamente efetivados com todos os direitos garantidos!
Os ecetistas protagonizaram diversas greves importantes nos últimos anos, o que mostra a força e determinação da vanguarda da categoria, mas o desgaste e divisão dos próprios sindicatos, que quando não são dirigidos por burocratas traidores, são dirigidos por uma esquerda impotente que não apresenta um programa e uma política na base que responda a altura dos ataques do governo, o que tem levado a derrotas e à desmoralização dos trabalhadores.

Está na hora dos ecetistas se organizarem de forma independente pela base, com reuniões em cada unidade, e unificando efetivos e temporários, pra preparar uma grande luta por nossas demandas, contra a privatização e pela retomada dos nossos sindicatos e da unidade da categoria!

Greve nos Correios – carteiro de SP explica a greve e pede apoio à população



Quem presta serviço direto pra população sabe como é difícil fazer greve, porque quando agente cruza os braços pra fazer uma reivindicação, o trabalhador comum é atingido rapidamente. É assim com ônibus, banco e hospital então nem se fala. Aí a empresa, os jornais e os governos aproveitam pra mostrar esse lado da coisa, tentando jogar todo mundo contra a nossa greve. Carta que não chega, conta que atrasa.
Mas cada trabalhador comum que depende de um serviço como o dos Correios tem que ver que do lado de cá também tem trabalhador, que se agente não cruza os braços a empresa não escuta o que falamos, só quer saber de explorar mais e mais.
A situação nos Correios tem ficado cada vez mais complicada. Estamos sem ampliação do quadro de funcionários já faz 3 anos, o que gera uma enorme sobrecarga de trabalho, tem unidades com metade do pessoal necessário pra dar conta. Fica pesado, trabalhamos em dobro, mas agente continua.
Pra piorar tem as mudanças que a empresa tem feito no Plano de Saúde, descredenciando hospitais e laboratórios, sendo que às vezes você tá no meio de um tratamento de uma doença adquirida pelo próprio trabalho e fica sabendo que aquela clínica não atende mais no seu convênio, é muito descaso.
Como se não bastasse tudo isso, agora a empresa tá querendo enrolar agente com a PLR. Não pagaram o que deviam de 2013 e querem fazer um acordo de que podemos ficar sem receber a de 2014. Até o TST já determinou o pagamento da PLR de 2013, deu prazo e tudo e a empresa nada!
Por isso é que estamos em greve. Muita coisa errada acumulando, não podemos segurar sozinhos isso. Pedimos à população que sente os impactos da nossa greve que entenda que é uma luta justa e que nos apoie, pois quanto mais forte estivermos, menos tempo precisamos ficar em greve, mostrando pra empresa que somos todos trabalhadores e merecemos respeito e a devida valorização!

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Boletim Nossa Classe ABC #2




E O TRABALHADOR PAGA A CONTA 



O governo já anunciou medidas de ajuste para o ano que vem. Diz que a economia vai mal e precisamos nos adaptar à nova situação. As empresas aproveitam esse discurso para avançar no ataque aos nossos postos de trabalho. Como sempre nós trabalhadores é que pagamos o pato, ou melhor, a conta! 
Na indústria automotiva já estão acontecendo diversos ataques da patronal ao longo desse ano. O sindicato ao invés de bater de frente prefere negociar com o patrão. LAYOFF (suspensão temporária de contrato de trabalho) e PDV (demissão voluntaria) são os métodos que os sindicatos usam para amenizar as demissões e ainda chamam de vitória. Isso nas montadoras, pois em outras empresas menores, ou seja, menos importantes para o sindicato e a imprensa, nem sequer aparece para dar esclarecimentos. Simplesmente não existe. Como é o caso das autopeças da região que fazem o terror com os trabalhadores desrespeitando as leis e demitindo à vontade, nessas fabricas a sanha de demissões começa sempre pelos mais frágeis, trabalhadores que adquiriam doenças de trabalho, sofreram acidentes ou de alguma forma não suportaram o assédio dos chefes e as jornadas extenuantes de trabalho, muitas vezes ficamos por semanas sem folga, com 30 minutos para fazer o almoço e muita pressão para produzir mais enquanto nossos companheiros de trabalho, muitas vezes amigos de verdade com quem compartilhamos a maior parte de nossas vidas, são demitidos, descartados como se fossem laranjas que foram chupadas ate o 
bagaço e agora estão sendo jogados fora, aumentando ainda mais a carga de trabalho . Sempre nos perguntando, “o que podemos fazer?”, nem a direção do sindicato presta atenção no que passamos, porém continuar esperando parados e assistindo passivamente não teremos resultado algum.  Muitos imaginam que existe um emprego melhor a nossa espera, mas o que vemos no setor automotivo é a perspectiva de mais demissões e ganancia dos patrões para aumentar seus lucros, se não confiarmos em nossa união e a força que advém dela, estaremos perdidos, tudo que nós trabalhadores conquistamos foi com muita luta, não podemos esperar dessa direção sindical nada, e muito menos a benevolência do patrão sentir pena, ele não liga se temos aluguel para pagar, família para sustentar ou dividas para pagar, só pensa no seu faturamento, não podemos permanecer pensando que algo melhor virá, nosso futuro nós mesmos que construímos e unidos seremos muito mais fortes, se não lutarmos o inimigo continuará atacando livremente, temos que resistir. 
Temos que fazer valer nossos direitos. Temos que exigir dos diretores sindicais que façam sua parte e defendam nossos postos de trabalho. Não fomos nós que criamos essa crise, portanto não podemos ser nós a pagarmos por ela. E se os sindicatos não cumprirem sua obrigação, nós faremos por nós mesmos, como fizeram os garis do Rio de Janeiro e aqui do ABC que não obedeceram sua direção sindical e travaram lutas duras contra os patrões por suas demandas e foram vitoriosos, precisamos nos inspirar na historia da nossa classe, e se os dirigentes do sindicatos não tiverem coragem de suportar, por que estão com o rabo preso com o patrão, que saiam para que os verdadeiros representantes da nossa luta transforme os sindicatos em uma trincheira de luta contra a ganancia dos patrões. 
Nos do MOVIMENTO NOSSA CLASSE defendemos a organização independente dos trabalhadores em cada local de trabalho, chega dessa ditadura patronal e do sindicato, queremos determinar os rumos da nossa vida, que os trabalhadores assumam a frente na luta por uma vida digna. 
  
DILMA FEZ MUITAS PROMESSAS E NÃO VAI CUMPRIR NENHUMA. ENTÃO VAMOS À LUTA!



No segundo turno das eleições Dilma fez várias promessas que empolgaram muitos trabalhadores e jovens: resumindo, ela prometeu avançar nas concessões sociais e econômicas que ocorreram nesses últimos 12 anos de governo do PT. 
Agora que as eleições acabaram e Dilma se saiu vencedora já vemos que essas promessas não vão ser cumpridas, e pior, que Dilma vai implementar várias medidas que prejudicam os trabalhadores e que eram defendidas abertamente por Aécio Neves e Marina Silva. Como por exemplo, o próximo presidente do Banco Central será um dos queridinhos dos banqueiros (donos de bancos), isso significa mais benefícios para esses e mais exploração sobre os trabalhadores. O ministro da fazenda Guido Mantega já anunciou várias medidas econômicas que representam arrocho salarial (baixa nos salários), aumento do desemprego e cortes nos investimentos voltados para os serviços públicos básico como saúde, transporte e educação.  
As promessas de Dilma não podem ser cumpridas por dois motivos básicos: primeiro, a economia mundial não está mais favorecendo o Brasil como aconteceu nos anos anteriores. Segundo, o PT à muito tempo não representa os interesses mais profundos dos trabalhadores, está aliado com os representantes do que tem de mais atrasado na política nacional como Collor, Maluff e Sarney, além de também representar diretamente os interesses de vários setores patronais, como os super exploradores donos de empreiteiras, que pagam salários muito baixos e matam milhares de operários por ano vítimas da falta de segurança no trabalho.  
Alguma coisa só começou a mudar nesse país quando os jovens em junho de 2013 começaram a se manifestar e alguns meses depois os trabalhadores começaram a fazer greves. O aumento da passagem do transporte público foi barrado em várias cidades e os trabalhadores que lutaram até o final em suas greves, com muita unidade entre si e sem ter ilusões na bondade dos patrões venceram! Os garis do Rio de Janeiro 
são o maior exemplo disso, conseguiram aumento real de aproximadamente 40%, e o melhor de tudo, avançaram em organização e estão prontos para retomar o sindicato das mãos dos sindicalistas pelegos que na hora da luta ficaram do lado do patrão. Os trabalhadores da USP também foram vitoriosos, depois de uma greve que durou mais de 3 meses conseguiram aumento, nenhum dos dias de greve foi descontado e nenhum lutador foi punido, tudo isso impulsionado por um sindicato realmente de luta, combativo, que defende os interesses dos trabalhadores até o final e organiza a luta de forma democrática entre toda a categoria. 
Dilma e o PT não irão nos dar melhores condições de vida, melhores salários, melhores serviços públicos (transporte, saúde, educação, moradia...), a oposição (Aécio Neves PSDB e Marina PSB/REDE) muito menos! Para conquistarmos essas demandas nós trabalhadores temos que nos organizar de forma independente dos governos, dos patrões e dos traidores (pelegos), que se dizem nossos representantes mais na hora da luta aceitam todas as condições impostas pelos patrões. Só assim conseguiremos alcançar nossas tão justas reivindicações. 
O MOVIMENTO NOSSA CLASSE se propõe a organizar justamente esse tipo de ação entre os trabalhadores! Temos que nos organizar para vencer!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

1º ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO NOSSA CLASSE

Confirmada presença de Fábio Roberto dos Santos, conhecido como o "robin hood" que fugiu com um caminhão-pipa para ajudar bairro sem água em São Paulo

1º ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO NOSSA CLASSE | Marília Lacerda

Marília Lacerda, trabalhadora do Hospital Universitário e membro do Comando de Mobilização convida ao Encontro.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

1º ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO NOSSA CLASSE | Rita Frau

Rita Frau, professora no Rio de Janeiro e do grupo de mulheres Pão e Rosas convida ao Encontro

1º ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO NOSSA CLASSE | Pablito Santos

Pablito Santos, diretor do Sintusp convida ao Encontro
 
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